terça-feira, 19 de junho de 2012

Por que namoramos?

A pergunta foi feita por um amigo meu, ainda nessa semana, e faz sentido. Por quê? Talvez seja essa busca interminável por um eu, ou por alguém que consiga nos dizer quem realmente somos. Essa vontade de encontrar alguém para dividir tudo, para sorrir, para chorar, para abraçar, para dançar, para crescer, para dividir sonhos e realizações, juntos, lado a lado. Mas não é apenas encontrar alguém que faça isso, por que ai poderíamos nos formar em pares e pronto. Problema resolvido. Mas além de todas essas qualidades, a pessoa deve ainda ter mais uma, uma que não podemos notar a primeira vista, mas que é fundamental. Ela tem q apertar nosso coração, e soprar dentro da gente, soltar borboletas, dessas que não param de voar! Tem q prender nossa respiração com sua simples presença, e fazer nosso dia feliz apenas com uma ligação! Tem que nos fazer sentir a única pessoa do mundo, mesmo na multidão de uma São Paulo! Tem que nos fazer acreditar sermos reis e rainhas. Tem q trazer de novo a inocência de um primeiro amor! Tem que ser simplesmente AQUELE. E depois que encontramos essa pessoa maravilhosa, e nos deixamos levar por anos, lado a lado, um dia, por acaso, algo acontece, e a paixão vai se perdendo, e o amor, se não tiver bem enraizado, vai o acompanhando como o som de uma brisa leve. E quando vemos não nos resta nada. Pois se a princípio procurávamos alguém para dividirmos em dois tudo o que era um ‘eu’, agora só resta meio Eu e meio Ele, já sem as pequenas borboletas amarelas, habitantes do meu estômago! Háaaaaaaaaa, as borboletas. Se eu soubesse como mantê-las sempre vivas ali, se eu soubesse com o que regar e adubar para elas crescerem. Faria tudo outra vez! Mas um dia elas vão embora. E reiniciamos MAIS UMA VEZ, eu sei, nossa busca infinita pelo o que nem nós sabemos muito bem definir!

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